“Nossa consagração nos livra da mediocridade de dizer ao mundo apenas o que o ele deseja ouvir”.
Por Ele, com Ele e nele, consagrados ao Pai. Este foi o tema do VIII Congresso Nacional das Novas Comunidades que aconteceu em Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul.
O destaque foi para a pregação do Ronaldo da comunidade Remidos no Senhor nos falando da importância da vida consagrada no mundo de hoje e sua trajetória descendente.
Somos tidos pelo mundo como dignos de pena e inferiores, por nos dedicarmos inteiramente à obra de Deus. Para os conceitos ou preconceitos modernos, servir a Deus é para pessoas que não têm qualidades e que não serviriam para nada em outra função.
Infelizmente esse pensamento acaba convencendo muitos consagrados que tomados de certa ignorância chegam a se assumir como miseráveis, incapazes, mesmo que com isso tenham a intenção de exaltar a Deus. Na verdade Deus não nos quer apequenados nem miseráveis e imprestáveis. Ao contrário ele nos exalta além do que somos, e a cada questionamento nosso ele reafirma sua eleição e sua escolha por nós.
Essa cultura egoísta que só admite a ascensão pessoal, como conquista fundamental se escandaliza com a atitude de jovens sadios e inteligentes que são os primeiros em suas faculdades ou que deixam planos imensos de se tornarem importantes renunciando ao sucesso pessoal para se consagrarem a Deus. E quantos de nós não renunciamos a grandes oportunidades para viver a obediência em nossos carismas? Por acaso somos medíocres por isso?
Sabemos, no entanto, que isso não passa de uma crise na vida consagrada, mas que não pode ser admitida como verdade, pois somos amados e preferidos para Deus e a ele devemos servir com todas as nossas capacidades.
É incrível que como o Apóstolo Paulo, aceitando todas as dificuldades de ser uma testemunha de Cristo, tendo sido tantas vezes preso e perseguido como malfeitor por causa do Evangelho, certa vez ousou dizer: “Se há quem julgue ter motivos humanos para se gloriar, maiores os possuo eu:
circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu e filho de hebreus. Quanto à lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da Igreja; quanto à justiça legal, declaradamente irrepreensível. Mas tudo isso, que para mim eram vantagens, considerei perda por Cristo. Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, afim de ganhar Cristo e estar com ele”. Col:3,4-9
Com isso vemos que a qualidade e a capacidade de Paulo eram muito superiores as de seus acusadores. Da mesma forma nós não podemos aceitar a idéia de que não somos nada pelo fato de termos aceito o chamado de Deus para a consagração.
A vida consagrada é um chamado a dar frutos abundantes: Meu Pai é glorificado quando produzis muitos frutos e vos tornais meus discípulos João:15,8
Não devemos nos sentir diminuídos diante do mundo lá de fora por causa de nossa opção religiosa, pelo contrário, devemos testemunhar nossa alegria em servir ao Senhor com toda a nossa existência.