“Cristo não entrou num santuário feito por mão humana, réplica do verdadeiro, e sim no próprio céu, a fim de comparecer, agora, diante da face de Deus a nosso favor” (Hb 9,24).
Após dolorosa separação do Mestre, os apóstolos se maravilham com a presença gloriosa do Ressuscitado durante o tempo pascal. Pensam nunca mais precisar separar-se do Senhor que mudou suas vidas, mas o vêm subir ao céu. Esta cena os paralisa, pois ainda não conseguem compreender os planos do Senhor.
Categoricamente não é fácil mergulhar nas promessas de Deus quando nos encontramos totalmente presos a soluções imediatas para nossas vidas e assim é que eles se encontravam, ansiosos para que o Senhor restaurasse a realeza em Israel, livrando-os do julgo estabelecido pelo Império Romano. No entanto, Jesus queria abrir-lhes o entendimento para que pudessem buscar o Reino de Deus e a sua justiça.
Aparecendo aos apóstolos por quarenta dias o Ressuscitado nos recorda os quarenta anos do povo no deserto à procura de uma libertação meramente parcial, desejando nos conduzir à autêntica liberdade dos filhos de Deus. Assim, com sua ascensão Jesus inaugura a nós o Reino: o Filho do Homem subiu ao céu para preparar-nos um lugar (cf. Jo 14,2) e de lá tem conquistado para nós graça sobre graça. Aleluia!