O terremoto que devastou o Haiti nesta terça feira 12 de janeiro, abala os sentimentos do povo brasileiro, não só pela solidariedade para com os haitianos vitimados por essa terrível catástrofe, mas particularmente pela perda inestimável da vida de Zilda Arns que estava na cidade em missão humanitária. A igreja de São Paulo cujo ilustre irmão de Zilda e agora Arcebispo emérito, Dom Paulo Evaristo Arns por tantos governou, está de luto, assim como todo o país. Zilda Arns nos deixa um legado de solidariedade e competência social, que deve ser considerado uma das mais ricas histórias de dedicação aos mais desfavorecidos. Sua importância nessa área foi a razão de estar em missão em um dos países mais pobres do planeta. Zilda Arns foi incansável em seu trabalho e sua morte é um choque para todos nós, mas ao mesmo tempo, não se podia esperar que alguém como ela encerrasse sua vida fora dos limites de sua missão pessoal. Lamentamos profundamente, no entanto, que tenha sido de forma tão traumática que ela tenha terminado seus dias de dedicação a Deus e ao próximo.
Além de Zilda, outros quatro brasileiros também morreram no terremoto e dezenas de soldados do exército brasileiro que compõem a força de paz da ONU também estão desaparecidos.
Nossos sentimentos a todos os que, como nós, estão de luto neste dia.
Zilda Arns Neumann tinha 75 anos, era médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Ela era representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).