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Homem e Mulher, Deus os criou Gen:1,27

Em sua realidade divina Deus se revela Todo Poderoso, o começo e o fim de tudo está nele, Ele é onipotente, onipresente e onisciente. Nada é impossível para Ele, tudo está ao alcance de seu poder infinito; Ele está, em realidade, presente no coração e na história de cada homem e de cada mulher seus filhos, Ele conhece tudo, a origem e o fim de todas coisas e nada lhe é oculto.

Foi esse Deus Todo Poderoso que na sua criação modelou um boneco de barro e insuflou em suas narinas um hálito de vida, formando assim o homem segundo a perfeição de sua imagem e de sua semelhança.

“O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado.” (Gen:2,7-8)

O Deus Criador do mundo contemplou sua obra e considerou que tudo era “muito bom”, em sua divina simplicidade Ele não precisa usar termos extraordinários e excedentes para demonstrar sua satisfação e considera que o “ser bom” é a máxima qualidade para todas as coisas e, da mesma forma, o que não se revela bom é inútil e imperfeito.

Depois de ter empossado o homem como primícia de suas criaturas no reino do Éden Deus impôs a ele um único e absoluto preceito, o de não tocar no fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal e neste momento Deus viu que “não era bom” que o homem ficasse só e decidiu dar-lhe uma ajudadora que lhe fosse adequada. Parece que o Deus onisciente percebe um erro em seu plano criador e se vê surpreendido por isso, mas não é verdade. Em sua presciência Ele já sabia que quando o homem se deparasse com sua missão de lhe ser fiel e obediente estaria diante de sua maior fraqueza, por isso a manifestação da criação da mulher se dá justamente neste momento, para que o homem tivesse a consciência dessa sua fragilidade.

“Deu-lhe este preceito:“Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.” O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada.” Gen:2,16-18

Na verdade, ao criar o homem, no mesmo ato, também a mulher foi criada por Deus, Homem e Mulher, Deus os criou (Gen:1,27) mas foi no momento em que o homem se viu diante de sua fragilidade que ela figurou na criação, essa consciência do homem o fez declarar exultante: “Eis agora aqui, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem.” (Gen:2,23). Esta sensação de ter sido imprescindível a Deus na criação da mulher foi uma graça de Deus para o homem, não para que ele se orgulhasse disso e a oprimisse, mas ao contrário para que ele a amasse como ao seu próprio corpo e tivesse por ela mais apreço do que por qualquer outra criatura de Deus e isso de fato se deu não há nada que encante um homem mais do que uma mulher, por isso o casamento é o reencontro dessas realidades humanas que foram criadas num único ato de Deus: Por isso o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá a sua mulher e os dois serão uma só carne, exatamente como eram no momento de sua criação.


 

 
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