Ao se falar de pentecostalismo constatamos em primeiro lugar que estamos diante de uma das palavras que mais sofre distorções em sua interpretação no meio religioso. Claro que todos nós sabemos o que significa, trata-se de uma expressão de oração onde a abertura ao Espírito Santo e às suas manifestações, são fortemente acentuadas.
As distorções começam quando ignoramos o princípio desse fenômeno espiritual e passamos a interpreta-lo a partir do conceito banal de boa parte do mundo protestante que utiliza os termos derivados do fenômeno pentecostal como denominação de muitas de suas seitas, principalmente daquelas que tem como principais características a histeria coletiva e o fundamentalismo bíblico. Na verdade, o princípio desse fenômeno mostra que o pentecostalismo é católico e não protestante. Está escrito na palavra de Deus, em Atos dos Apóstolos que, no cenáculo de Jerusalém, Pedro e seus amigos, reunidos com Maria, a Mãe de Jesus, receberam o Batismo no Espírito Santo juntamente com a efusão de seus carismas (Cf Atos: 1,13-14; 2ss). Este evento datou o início da igreja primitiva que hoje conhecemos como A Igreja de Jesus Cristo: Católica, Apostólica, Romana, da qual, por determinação da pré-ciente vontade de Deus, manifestada por Jesus, Pedro é o primeiro Papa.
“E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” Mat: 16,18.
Temos de admitir, no entanto, que talvez não tenhamos valorizado tanto quanto os protestantes essa graça do Espírito Santo nos últimos séculos, mas nem por isso podemos incorrer no erro de não considerar que entre eles o Espírito Santo age segundo suas necessidades e segundo sua natureza própria de forma que ao buscar um avivamento pentecostal para nossos Grupos de Oração, imita-los pode ser a forma mais inadequada.
Veja mais no livro: Passos de Crescimento para Grupos de Oração" acesse a Vitrine Espaço Vida.